Coleta Seletiva e PAYT – Um giro pela Itália

|   Gestão de resíduos

A Itália e a Espanha possuem diversas similaridades – clima mediterrâneo, belo litoral, cultura latina, boa comida, paixão pelo futebol, dentre outras coisas. Mas quando o assunto é gestão de resíduos, a Itália segue na frente e há muitos anos conta com interessantes experiências e práticas.

O diretor geral da MOBA Espanha, Climent Vilatersana, percorreu algumas cidades italianas com o objetivo de fazer um benchmarking. O executivo compartilha em uma série de artigos suas percepções sobre a gestão de resíduos no país.

 

UM GIRO PELA ITÁLIA

O município de Bréscia fica ao norte da Itália, mais precisamente na região da Lombardia. Com cerca de pouco menos que 200 mil habitantes, o município já colhe os frutos de uma mudança na base de cálculo da taxa do lixo implementada há pouco mais de quatro anos.

Climent teve a oportunidade de se reunir com os diretores da empresa Aprica, pertencente ao grupo A2A, grande player de produção e distribuição de energia no país.

A Aprica é responsável pela coleta de resíduos nos municípios de Brescia, Milão, Bérgamo, Varesse e outras.

 

COLETA SELETIVA EM BRÉSCIA

Segundo os executivos da Aprica, após a implantação do sistema de cobrança proporcional à geração, o popularmente chamado PAYT (Pay As You Throw), a coleta seletiva no município de Bréscia deu um salto de 30 para 70%. A geração total de resíduos também sofreu um grande impacto, apresentando uma redução na casa dos 16%.

Para uma cidade de pouco menos de 200 mil habitantes, esses índices representam um grande êxito se comparado a municípios com as mesmas características.

 

IMPLEMENTAÇÃO DO PAYT

Mas para que a estratégia de cobrança proporcional à geração fosse possível, a Aprica lançou mão de recursos tecnológicos para garantir transparência e idoneidade ao longo de todo o processo. A primeira etapa foi a identificação de usuários com cartão RFID e implantação de sistemas de controle de acesso e volume aos grandes contêineres de carga lateral, situados nas vias públicas que coletam, diariamente, o resíduo orgânico e não recicláveis da população. Vale ressaltar que Brescia já operava com coleta conteinerizada e, portanto, o cenário já era favorável à implementação do PAYT.

A implantação se deu em fases, dividindo a cidade em seis zonas entre 20.000 e 40.000 habitantes cada uma. O novo sistema começou a rodar na primeira zona no início de 2016 e a cada três meses em média uma nova zona era adicionada ao novo método de cobrança. Ao final de dois anos, todo o município já contava com o novo sistema.

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